IMC - Instituto de Moléstias Cardiovasculares


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Célula-tronco é esperança para chagásico

Vcalendar Segunda, 24 de Maio de 2010, 14:33 h

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Pesquisa realizada com células-tronco há cinco anos no Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC) de Rio Preto trouxe esperança a um grupo de 60 pacientes portadores de problemas cardíacos, 30 deles provocados pela doença de Chagas. A taxa de mortalidade caiu de 50% (com o tratamento convencional) para 17%.

O método consiste em retirar células-tronco da medula óssea do próprio paciente, enriquecê-las em laboratórios e injetá-las no paciente. “As células fortificam o músculo do coração, que fica fraco devido à doença” segundo o Prof. Dr. Oswaldo Tadeu Greco.

Pacientes que mal saíam da cama já retomaram atividades como caminhadas e pequenos trabalhos. “Eles ganharam em qualidade de vida.” Os resultados animadores incentivaram o grupo de pesquisa do Instituto a realizar uma segunda etapa de estudo. “Queremos enriquecer ainda mais o cultivo da célula-tronco em laboratório, para que ela se torne mais potente. O objetivo é ajudar pacientes que não tiveram grandes avanços no tratamento”, diz. “Já estamos em contato com o Ministério da Saúde e devemos começar os trabalhos este ano.”

Perfil

A população atingida pela doença é, na maioria, de baixa renda. “É uma doença relacionada a pobreza. Por isso faltam esforços para combatê-la”.  

Natural de países tropicais quando foi descoberta em 1909 pelo médico brasileiro Carlos Chagas, a doença se espalhou pelo mundo e hoje é encontrado na maioria dos países. No mundo, estima-se que haja 15 milhões de infectados. No Brasil, esse universo corresponde a 2,5 milhões de pessoas. “Em 1911, Chagas disse que para acabar com o mal era preciso casas de alvenaria. Cem anos depois, a solução ainda é essa.”

Combate

A coordenadora da Superintendência de Controle e Endemias (Sucen) de Rio Preto, Sirle Scandar, afirma que o órgão faz trabalho regular de vigilância e informação para combater o barbeiro e a transmissão da doença.

“Nossos agentes vão a escolas onde está concentrada a população rural para orientar sobre o vetor. Mostramos o inseto, ensinamos como identificá-lo e capturá-lo sem a necessidade do toque.” Se o animal capturado for mesmo o barbeiro, agentes voltam até a residência, buscam criadouros e fazem nebulização com insenticida em um raio de 200 metros.

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